That’s my story…and I’m sticking to it!

Dezembro 8, 2008

Conversas de botas batidas #3

Arquivado em: Uncategorized — Laura F. @ 8:08 pm

L: para falar a verdade, lau, quando eu penso muito na vida, acho que escolhi a profissão errada.
me: vc acha que devia ter sido terapeuta? às vezes eu acho isso também, eu sou tão boa pros problemas dos outros…
L: eu acho, às vezes. mas só de gente muito maluca, na verdade. eu não ia aguentar coisas cotidianas… hahaha
me: ah, eu não, eu queria ser terapeuta só de gente com esses nossos probleminhas.
L: é que pode ter outro lado: às vezes a gente quer ser terapeuta pq não consegue resolver os próprios problemas
me: é, mas é por isso mesmo que eu queria ser, às vezes, porque vc pode se concentrar no problema dos outros. e o seu terapeuta toma conta do seu. e o dele dos dele. enfim, é uma cadeia muito (im)produtiva.

Dezembro 1, 2008

Eu, 2008 e o fim

Arquivado em: Uncategorized — Laura F. @ 6:12 pm

O começo do fim de ano, pra mim, é marcado pelo aniversário do meu irmão. Mais do que o calor, pelas luzinhas de Natal, pelo trânsito piorado, pelas lojas cheias, pelos anúncios de férias coletivas, o que eu espero é o aniversário do meu irmão. Desde quase sempre – porque ele é mais novo que eu –, é isso que começa a marcar meu fim de ano, minha contagem regressiva, minhas compras natalinas, minhas comemorações, minhas listas e retrospectivas, enfim.

 

Hoje eu me convenci, enfim, de que o ano está acabando, assim que dei bom dia ao irmão, bem cedinho, às 7 da manhã. Um bom dia que, diferente dos outros bons dias, já anunciou logo que dia era hoje, grudando um “parabéns” logo atrás do cumprimento.

 

Preciso confessar que estou aliviada com esse comecinho de fim. (Todos os fins têm começos, sim. Os começos dos fins. São importantes, a gente é que nunca percebe.) Porque 2008 não foi bom pra mim, muitas vezes. E, mais muitas outras vezes, 2008 me prometeu um montão de coisas, e não cumpriu. 2008 tirou sarro de mim, me deu rasteira, me jogou no chão e me deixou lá, com o pé torcido e a cabeça batida. Eu e 2008 começamos muito bem, morremos de amores um pelo outro. Mas também nos detestamos. Eu quis matar 2008, viu. Hoje nossa relação está desgastada. Não sei se foi ele; pode ser que tenha sido eu. O mais provável é que tenhamos sido os dois.

 

De qualquer maneira, é bom que tudo esteja terminando. Eu vou ser mais feliz sem 2008, e ele com certeza vai ser mais feliz se eu guardar dele apenas memórias. E, com certeza, eu vou lembrar de 2008: o ano em que meu irmão fez 19 anos.

 

 

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