That’s my story…and I’m sticking to it!

Outubro 27, 2008

Conversas de botas batidas #2

Arquivado em: Uncategorized — Laura F. @ 2:44 am

Mi diz:

e como andam as coisas?
Lau diz:
andam, com seus pezinhos de criancinha de um ano, que começa a andar e cai e chora, e anda de novo e começa a rir. e vc?
Mi diz:
acho que estou bem parecida, mas meus passos já são de velhos, idosos, caquentos e patéticos, que caem e num têm coragem de levantar, e quando tentam, ainda soltam pum!!!

Outubro 17, 2008

Até amanhã

Arquivado em: Uncategorized — Laura F. @ 1:29 am

Eu? Ah, estou. Daquele jeito que a gente costumava dizer: “indo, indo”. Vou. Eu sinto saudades todos os dias, mas aceito os trabalhos e guardo os dinheiros. Eu tenho dó e raiva, mas terminei de escrever meu ensaio, revisei o livro e fui de salto alto pra reunião. Fiquei orgulhosa; eu fiz pose de gente grande e enganei todo o mundo, sabia? Eu não enganaria você. Morro de medo quase sempre, mas amanhã separei uma saia colorida e uma sandália bem baixinha, dourada, para vestir. E vou ouvindo sambas, você sabe. Eu tento morder os cotovelos de inveja do que não é meu, e depois eu mando um e-mail, leio carinhos e faço um telefonema. Eu penso demais, toda hora, em tudo o que eu não devia ou não queria, mas agora estou chorando só um pouquinho. Eu reli o Machado, e fiquei contente. Assisti o debate e me segurei em todas as minhas pedras pra não te ligar. Tenho contado menos piadas, porque nem todo mundo ri como você. Eu respiro e engulo quase todos os meus gritos. Escovo os meus dentes, penteio os cabelos, dou boa noite e durmo, com a vela acesa.

Outubro 6, 2008

Rio…

Arquivado em: Uncategorized — Laura F. @ 1:53 am

“Quando escrevo, repito o que já vivi antes. E para estas duas vidas, um léxico só não é suficiente. Em outras palavras, gostaria de ser um crocodilo vivendo no rio São Francisco. Gostaria de ser um crocodilo porque amo os grandes rios, pois são profundos como a alma de um homem. Na superfície são muito vivazes e claros, mas nas profundezas são tranqüilos e escuros como o sofrimento dos homens.”

Guimarães Rosa – como bem diz um amigo querido, “o mestre de todos nós.”

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