Minha primeira grande viagem acabou de acabar. Estou de volta em São Paulo e, apesar de ter sentido saudades (eu sou bem boba nesse sentido), quando acabou não queria ir embora, claro!
Digo que senti saudades, apesar de terem sido so vinte dias, principalmente porque viajar sozinha não é fàcil. Passei por muitos momentos de pensar: “que idéia idiota foi essa? Agora eu estou sozinha, sem companhia, sem amigos, numa pais totalmente estranho”. E quando eu ligava pra casa era pior.
Mas a verdade é que, no fim, esses momentos nunca duraram muito tempo, porque, ficando hospedada em albergues, é impossivel nao conhecer gente legal. Sai - bem - acompanhada para baladas, fui a igrejas e monumentos, tive muitas vezes quem tirasse minha foto na frente da Torre Eiffel – nesse caso, uma colombiana super simpática que conheci saindo do avião, provando que os amigos vêm dos lugares mais improváveis -, da Sagrada Familia e em Alhambra.
E também tem o problema: você precisa resolver os imprevistos sozinha. Não adianta, sua mãe não vai te ajudar agora (ainda que ela queira). Resolvi a dificuldade para tirar dinheiro, o roubo do meu celular, o albergue que baguncou minha reserva, o horario perdido do trem. Claro que fiquei muito histérica muitas vezes, mas sempre consegui fazer tudo dar certo.
E, no fim, ha vantagens: você vai onde quer; no dia e hora que bem entender. Pode decidir passar o dia inteiro em um museu, ou, ao contrário, não entrar em nenhum, porque o dia está muito ensolarado. Pode mudar todos os seus planos. Pode, inclusive, decretar que está cansada e dormir cedo – ou, pelo contrário, ir pra balada e perder uma manhã de sightseeing dormindo até mais tarde.
E, quanto as fotos, sempre há quem faça a gentileza de tirar uma sua. É só pedir com jeitinho.


